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terça-feira, 22 de junho de 2010 NBA - Basquete | 18:25

BASTIDORES DA MINHA COBERTURA DAS FINAIS DA NBA EM BOSTON

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Admito que foram sete dias intensos em Boston. Cheguei na terça-feira dia 9 e fiquei pilhado por basicamente umas 16 horas por dia trabalhando. Eu sou jornalista já há um bom tempo, mas essa foi uma experiência nova pra mim. Vim sozinho pra Boston para os Jogos 3,4 e 5 das Finais da NBA (sem cinegrafista, sem editor, sem auxiliar). Só eu e Deus. Comigo eu trouxe minha câmera fotográfica, uma mini câmera da ESPN, um tripé e um microfone. Eu estava preparado pra mandar vídeos e entrevistas para a ESPN e escrever aqui no blog. Eu sabia que seria uma semana de muito trabalho e muito divertimento. Afinal, estava aqui para acompanhar a maior rivalidade do basquete e ver de perto os meus 12 jogadores favoritos (não vou divulgar quem são; vão ter que adivinhar).

TERÇA-FEIRA: MUITA TENSÃO LOGO DE CARA.

No primeiro dia deu tudo errado. Como vocês já sabem, sempre há contratempos em viagens. Temos sempre de estar preparados. Cheguei no Hyatt Harborside por volta das 11 da manhã, tomei um banho e postei no blog. Logo em seguida, dormi umas quatro horas (não consegui dormir no voo) e depois fui ao TD Garden pra pegar minha credencial e assistir ao jogo.

Cheguei na arena umas 5 horas antes da partida. Peguei minha credencial (escreveram meu nome com “o”, Paolo) e entrei no TD Garden. Subi no elevador até o terceiro andar (aonde ficam a área de imprensa e a quadra). Imprensa do mundo inteiro estava presente, a grande maioria era americana.

Minutos depois de me organizar na sala de imprensa, fui dar uma olhada na quadra pra gravar um material para o Abre Jogo (programa de 30 minutos que antecede a partida) da ESPN. Ray Allen e Paul Pierce estavam se preparando para o Jogo 3. Tirei umas fotos, gravei minha passagem e voltei para a área de imprensa.

Foi aí que começou a dar tudo errado. A vídeo câmera estava gravando num formato desconhecido e o pessoal da ESPN não estava conseguindo ver o material. Fui descobrir isso no dia seguinte depois de ter mandado o material, que acabou não sendo usado. Essas coisas acontecem de vez em quando. Faz parte. É chato quando você prepara um material com carinho e ele não é utilizado por causa de problemas técnicos. Infelizmente, essas coisas acontecem. Eu tive que baixar um conversor na internet pra poder mudar o formato de vídeo Eu não sou nenhum técnico de TI mas felizmente, depois de muitas horas estressantes, eu consegui.

O Jogo 3 foi legal. Eu sentei lá em cima da arena (minha cabeça quase encostava no teto. Eu olhava reto e dava de cara com as bandeiras de campeão que ficam penduradas no teto. São muitas dos Celtics e dos Bruins, time da NHL que também joga na arena.

Minha visão da quadra.

Estava difícil enxergar especialmente sendo que eu esqueci meus óculos no Brasil. Que raiva. O Rasheed Wallace arremessava e eu achava que era o Ray Allen. O negócio foi crítico, viu?

(Eu estou aqui no Aeroporto JFK em Nova Iorque escrevendo esse post e acaba de ser anunciado que o voo das 22h pra Guarulhos foi adiado para as 7h. Estou sentindo mais raiva do que quando eu percebi que tinha deixado meus óculos em São Paulo. Vou averiguar a situação, já volto…A Delta vai pagar um hotel pra nós. Vamos ter de estar de volta aqui as 5h. Estou tão feliz que acho que vou dar cabeçadas no balcão da Delta.)

Enfim, os Lakers venceram a terceira partida, abrindo 2 a 1 na série. Logo depois do jogo, fui pra coletiva. Aqui os principais atletas do jogo e os dois técnicos falam. Doc Rivers veio ao pódio e eu quis fazer uma pergunta. Infelizmente tem um cara da NBA que controla quem fala e eu não fui chamado. Fiquei meio irritado mas tudo bem. A NBA disponibiliza a transcrição das entrevistas, então menos mal. Mesmo assim eu quis conversar com os treinadores e os jogadores. Eu não tive a oportunidade e isso foi frustrante.

Doc Rivers participando de uma coletiva.

Depois de postar no blog, gravar meu stand-up (uma gravação na qual eu falo diante da camêra) na quadra e mandar meu material (que infelizmente foi pro lixo, né?) eu fui dormir por volta das 4h30 da manhã. Tinha que dormir um pouco pra poder encarar os treinos de Celtics e Lakers no dia seguinte.

QUARTA-FEIRA: HELLO WATER TAXI!

Chegando no outro lado de táxi!

Quarta-feira acordei firme e forte, pronto pra ter um ótimo dia. O hotel onde eu estava hospedado, ficava apenas 3 KM do TD Garden, local dos treinos. Infelizmente, tinha um mala chamado Oceano Atlântico que ficava no meio do caminho. Ou eu pegava um táxi e pagava 25 dólares, ficava no metrô por 45 minutos ou embarcava num barquinho (water taxi) e atravessava pro outro lado e andava mais 10 minutos até a arena. “Todos a bordo!” Fui de barco.

Meu hotel ficou para trás.

A imprensa só tem acesso a meia hora do treino de cada equipe. Os Lakers treinavam das 10h até o meio-dia e os Celtics das 13h30 até as 15h30. A mídia podia pegar imagens da última meia hora do treino dos Lakers e depois tinha 30 minutos pra entrevistar os jogadores na quadra. Depois dessa hora, os jogadores dos Celtics entravam em quadra para concederem entrevistas e logo depois cinegrafistas pegavam imagens da primeira meia hora do treino do Boston. Tínhamos acesso a quadra das 12h até as 14h.

Nesse primeiro dia, eu só conversei com o Pau Gasol. Ele foi muito simpático e atencioso com todos e revelou que nem sabia quando começava a Copa do Mundo. Assim não dá né!? Mandei o vídeo pra ESPN e colocaram no site. Teve mais de 3 mil acessos. Sucesso!

Pau Gasol

Nos dois treinos que eu cobri, fui um dos últimos jornalistas a irem embora da arena. Eu pegava imagens, fazia a conversão dos vídeos para o formato correto, os mandava para a ESPN por FTP e ainda escrevia no blog. Isso demora!

Esse dia, eu acabei tudo por volta das 18h e decidi relaxar um pouco. Estava acontecendo um ensaio das cheerleaders dos Celtics e o meu assento ficava na primeira fileira!! Yes! (Eu era o homem invisível, ninguém olhava pra mim, mas OK.) Gravei um videozinho e voltei para postar no blog.

As cheerleaders dos Celtics.

Retornei ao hotel por volta das 21h. Fiquei meu quente porque não tinha sabão pra tomar banho, minha comida chegou fria e eu estava bem cansado. Superei e dormi por volta das 4h.

QUINTA-FEIRA: A SAGA DOS BENDITOS ÓCULOS E O OLHAR FEIO DE LAMAR ODOM.

Dia de jogo! Acordei cedo, mandei um vídeo pra ESPN e postei no blog. Cheguei na arena às 17h (o jogo começava às 21h) e gravei mais um stand-up pro Abre Jogo (a ESPN transmitiu todos os jogos da Finais).

Logo em seguida me deparei com o fato que eu não conseguia enxergar muita coisa sem meu óculos (que ficou no Brasil), sou míope. Decidi sair pra comprar um novo. Saí correndo pela zona norte de Boston com o meu crachá no pescoço (o pessoal ficava só olhando), pra procurar uma ótica. Entrei em duas drogarias que tinham óculos mas não para míopes.

Finalmente, por volta das 18h45, encontrei uma ótica! Era o único dia que ela ficava aberta depois das 18h. Hello! La mano de Dios estava conmigo hombre! Eu cheguei e expliquei a minha situação. O oculista falou que não podia me fazer os óculos sem consulta e…eu não tinha tempo a perder. Falei, expliquei, xavequei e saí de lá com meus oclinhos novos e 200 dólares a menos na carteira (eu não sabia se ficava feliz ou chorava por ter gastado toda essa grana). Decidi ficar feliz porque agora ia poder diferençar o Kobe Bryant de Pau Gasol.

Depois de 20 minutos perdido procurando a arena (sim eu já estava usando os óculos, e não eu não tenho noção de direção), finalmente cheguei (dei algumas voltas mas beleza).

Uma hora e meia antes do jogo os vestiários abrem para os jornalistas. Os jogadores mais importantes não aparecem e os técnicos só falam na sala das coletivas. Alguns dos atletas menos badalados conversam com a imprensa nos vestiários

Corri pra pegar uma sonora rápida com algum jogador pra tentar mandar para o Abre Jogo que começava uma hora depois. Cheguei no vestiário do Boston e lá estavam Glen Davis e Nate Robinson (jogadores que seriam cruciais pra vitória do Boston).

Mensagem no vestiário dos Celtics.

Nate Robinson não quis falar e ficava cantando rap e coçando a cabeça com uma escova. Ele quase não tem cabelo para escovar, foi engraçado. Além disso eu peguei ele xingando os jornalistas em voz baixa. Não sei se alguém o escutou mas com certeza ele não estava feliz com a nossa presença. Eu não queria falar com ele mesmo, então pra mim pouco importava.

Glen Davis foi brincalhão e antes da entrevista falou que adoraria conhecer o Brasil e especialmente por causa das mulheres. Isso foi antes da entrevista, porque quando eu fiz uma pergunta relacionada a isso com a câmera gravando, ele fingiu que não sabia do que eu estava falando e foi meio frio. Sem problemas. Peguei a sonora que eu precisava, e voltei pra área de imprensa pra mandar o material. Deu tudo certo!

O jogo terminou com uma vitória do Boston Celtics. Desci rapidinho pra pegar umas entrevistas pós-jogo. Eu desisti da sala das coletivas (Glen Davis e Nate Robinson falaram) e fui direto para os vestiários. Esperei, esperei e esperei. Depois do jogo, os atletas tomam banho e ficam um bom tempo se cuidando no departamento médico. A partida acabou por volta da meia noite e acabei saindo dos vestiários uma hora e meia depois. Nesse dia eu saí bem satisfeito. Consegui fazer perguntas para Kendrick Perkins, Tony Allen e Rajon Rondo dos Celtics.

Rajon Rondo.

Logo depois fui visitar os Lakers. A energia estava pesada e os jogadores não estavam querendo falar muito. Ron Artest tinha acabado de sair do banho e Lamar Odom estava falando. Enfiei meu microfone e mandei duas perguntas. A primeira deixou o Odom bem irritado e ele começou a olhar feio pra mim. Eu perguntei se ele achava que os Celtics tinham jogado com um pouco mais de garra que Los Angeles. Ele olhou pro lado e resmungou duas palavras que o microfone nem captou. Logo depois ele respondeu uma pergunta de outro repórter dizendo que os Lakers “precisavam consertar o que não fizeram no Jogo 4, para o Jogo 5.” Logo em seguida eu simplesmente perguntei, o que L.A. precisava consertar. Ele parou, respirou, olhou feio pra mim e disse, “é segredo…não podemos deixá-los saber.” Quase que retruquei que ele não precisava se preocupar que a reportagem só ia passar no Brasil, mas decidi me controlar e saí andando. Não sou e nunca fui fã do Odom. Ele é um jogador com muita habilidade que nunca fez nada na NBA. Agora gosto menos ainda.

Alguns repórteres poderiam se sentir intimidados com a situação. Eu não fico e não estou nem aí com os jogadores. Pra mim eles são importantes para o meu trabalho e ponto. Não os vejo como algo especial e não os coloco num pedestal. Eu os respeito e espero o mesmo.

Eu já estava conformado que não ia conseguir falar com ninguém importante dos Lakers quando Andrew Bynum apareceu. Ao aparecer, todos os jornalistas o cercaram e eu cheguei rapidinho. Consegui algumas sonoras e uma pergunta minha até saiu numa reportagem da ESPN.com. Foi bacana!

Andrew Bynum

O trabalho rendeu! Depois do vestiário, coloquei meu tripé na quadra e me gravei contando a estória do jogo. Fui embora por volta das 2h, cheguei no hotel, mandei as entrevistas e meu stand-up pra ESPN. A cama finalmente me abraçou por volta das 6h.

SEXTA-FEIRA: DIA DE FOLGA.

Acompanhe minha visita ao Fenway Park num post anterior http://esportesamericanos.ig.com.br/2010/06/13/dia-de-folga-em-boston-jogo-dos-red-sox-ou-passeio-pela-cidade/

SÁBADO: O DIA EM QUE ENTREI NO HALL DA FAMA DA NBA!

Senhoras e senhores, Paulo Antunes está prestes a entrar no Hall da Fama do Basquete dos EUA. Tá bom, não exatamente mas deixa eu explicar. Esse ano será muito especial para o basquete brasileiro. Ubiratan Maciel Pereira, o “Bira”, vai se integrar ao Hall dos melhores jogadores da história do basquete. Ele será o segundo brazuca a receber a honra (Hortência entrou em 2002, ano que Bira faleceu).

Quando a NBA ficou sabendo que havia um jornalista brasileiro em Boston cobrindo as finais, decidiram me chamar pra fazer uma entrevista. Eles estão fazendo uma matéria pra colocar no Hall da Fama e queriam umas sonoras pra falar um pouco da carreira desse grande pivô. Foi uma honra poder acomodá-los e acho que deu tudo certo. O bate-papo durou uns 20 minutos e o entrevistador, Steve Michaud, saiu satisfeito. A cerimônia vai acontecer no dia 13 de Agosto.

Sábado também foi um dia especial porque tive a oportunidade de arremessar uma bola na quadra do TD Garden. Spencer Rivers, filho de Doc Rivers, estava treinando seus arremessos horas depois dos treinos de Celtics e Lakers. Eu ainda estava trabalhando e fui a quadra pra gravar. Quando me deparei com o menino, olhei pros lados, vi que não havia nenhum segurança por perto, e pedi pra jogar uma bola. O garoto de 14 anos foi muito educado e deixou. As primeiras bolas nem encostaram no aro (eu estava perto da linha dos 3 pontos e não estava aquecido). No quarto arremesso a bola entrou! Na minha empolgação eu o convidei pra jogar um jogo mas ele falou que não dava. Foi rápido mas muito divertido. Quando eu era moleque, tinha o sonho de um dia arremessar algumas bolas no velho Boston Garden. O Garden foi demolido faz tempo, mas pelo menos consegui acertar uma bola no novo TD Garden! Não foi vestindo o uniforme dos Celtics, mas está valendo.

Linda quadra.

DOMINGO: JOGO 5.

Meu penúltimo dia em Boston veio e foi sem muito drama. Acordei e coloquei dois posts no blog e fui pra arena com a intenção de realizar minha rotina de trabalho e comprar alguns itens na loja dos Celtics. Fiquei um pouco decepcionado com a loja. Primeiro que uma camisa oficial dos Celtics estava vendendo por 170 dólares. Muito caro. Segundo, eu queria um shorts oficial do Boston mas eles não tinham. Acabei comprando um shorts não oficial e um boné pra minha irmã.

Depois das compras, fui a rua pra pegar imagens e sonoras de torcedores. Estou preparando uma matéria para o “The Book is on the Table” e precisava do material. Torcedores dos Celtics já estavam se aproximando da arena umas duas horas antes da partida. Alguns fanáticos dos Lakers também comparecerem. Dentro da arena, jornalistas se preparavam. No corredor, vi Stephen A.Smith (analista da FOX) entrevistando Dwayne Wade do Miami Heat. Todos da imprensa estavam focados e correndo pra não perder prazos. É impressionante o profissionalismo que você vê num evento tão grandioso quanto esse. Todos fazem o trabalho, pedem licença para não incomodar o próximo e estão prontos com uma informação caso tenha alguma dúvida. Eu sei que o americano muitas vezes tem a fama de ser arrogante ou frio. Posso falar que vi justamente o oposto em Boston.

Jackie Macmullan do Boston Globe foi um exemplo disso. Jackie é uma das jornalistas mais respeitadas do país e vem cobrindo os times de Boston há aproximadamente 20 anos. Eu pedi uma sonora rápida e ela foi muito atenciosa e aceitou. Espero que a matéria fique legal!

O jogo começou e o torcedor dos Celtics fez muito barulho. A partida foi fantástica. Kobe Bryant anotou 38 pontos, mas mesmo assim os Celtics venceram para abrir 3 a 2 na série.

No vestiário dos Celtics consegui conversar com Glen Davis, Tony Allen e Ray Allen, um dos meus favoritos. Ray falou muito de seu filho que tem diabetes e teve de ser levado as pressas pro hospital. Ray chegou a perder parte de um treino durante as finais, pra cuidar do filho. Ele não jogou bem nos 3 jogos realizados em Boston, e acho que uma das razões pode ter sido que a cabeça dele estava em outro lugar. Como que podemos culpá-lo?

Ray Allen

No vestiário dos Lakers, apenas consegui falar com Ron Artest. Quer dizer…eu mais ou menos consegui falar com ele. Ele não fala. Fiz algumas perguntas e ele olhava pra mim e pro papel com as estatísticas do jogo. Ele parecia estar confuso e quando respondia, falava tão baixo que o microfone não conseguia captar. Infelizmente, não consegui usar a entrevista.

SEGUNDA-FEIRA: A SAGA DOS BENDITOS ÓCULOS PARTE II

Acordei tão bem na segunda-feira. Havia sido 6 dias de bastante trabalho, mas valeu a pena. Eu estava feliz com a repercussão e, levando em consideração que fui sozinho, me senti bem de ter realizado o trabalho. Levantei tarde (13h), arrumei minhas malas e desci pra almoçar. Comecei a comer e de repente meu estômago começou a doer. Não porque a comida estava ruim, pois estava ótima. Eu tinha acabado de perceber que não tinha colocado meus óculos novos na mala. Subi para o quarto e procurei mas não os achei.

Eu já estava ficando desesperado e decidi ligar para o TD Garden a espera de um milagre. Achava que seria impossível alguém achar meus óculos numa arena daquele tamanho mas tinha que tirar essa dúvida.

Liguei e fui muito bem atendido pela “Mary”. No primeiro momento ela falou que os óculos não estavam nos “achados e perdidos” mas se caso fossem encontrados, mandaria para o meu endereço na Florida. Eu desliguei pensando que nunca mais veria os meus queridos óclinhos. Mas…10 minutos depois, Mary me ligou. Ela tinha achado os benditos! Que maravilha.

Um funcionário do hotel me deu uma carona até a arena e depois me deixou no aeroporto. Cheguei em tempo pra fazer o check-in e acabou dando tudo certo. Embarquei as 19h e cheguei em Nova Iorque por volta das 20h. O meu voo de NY para Guarulhos, SP acabou sendo adiado para as 7h do dia seguinte. Mesmo assim, cheguei bem e com o sentimento de missão cumprida e com uma certeza: de agora em diante meus óculos ficam grudados na minha testa.

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sexta-feira, 11 de junho de 2010 NBA - Basquete | 18:30

“SHREK” E “DONKEY” AJUDAM O BOSTON CELTICS A EMPATAR SÉRIE CONTRA OS LAKERS

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A arena estava bombando. Dava pra perceber que o torcedor do Boston Celtics estava pronto pra explodir. Durante três quartos a bola chorava, chorava mas não entrava. O quarto período foi outra história. Os Celtics anotaram 36 pontos e venceram os Lakers por 96 a 89. Série empatada 2 a 2.

Imagem da área de imprensa.

Ontem eu cheguei na arena por volta das 3h30, cinco horas e meia antes da partida. Eu tinha que mandar um material pra ESPN e decidi me adiantar pra não ficar na correria minutos antes do jogo. Horas depois as 19h30, abriram os vestiários para entrevistas. Entrei no do Celtics pra tentar sentir o clima dos jogadores. Entrei, olhei pros lados, e apenas Glen Davis, Nate Robinson e Michael Finley estavam por lá. Os outros, ou estavam se escondendo da imprensa ou no departamento médico. Rajon Rondo passou rapidamente pra deixar um sapato no seu armário. Kevin Garnett atravessou o vesitário, passou por uma porta e nunca mais apareceu. Olhei para os olhos do KG e vi que a última coisa que ele queria fazer era falar com a mídia. Rondo não estava intenso, mas parecia estar com pressa. Vendo isso, eu não sabia se os Celtics iam vencer, porém sabia que a concentração não faltaria pro jogo de ontem a noite.

Kevin Garnett sempre jogo com muita emoção.

Tive o prazer de falar um pouco com o Glen Davis, e consegui pegar uma sonora rápida pra mandar pro Abre Jogo da ESPN (aqui eu estou trabalhando de blogger, cinegrafista, e repórter). Nate Robinson deixou bem claro que não conversaria com ninguém e ficou escovando sua cabeça (ele quase não tem cabelo, foi engraçado) e cantando rap. Eu admito que não esperava que esses dois seriam cruciais para a vitória do Boston.

Nate Robinson e Glen Davis no podium depois do jogo

O jogo começou e o torcedor estava faminto. Queria, de qualquer jeito, essa vitória em cima do arqui rival. Em momento algum, os fanáticos deixaram de vibrar. Cada lance tinha um grito de “Yessssss” ou “ahhhhhh”. Os três primeiros quartos foram marcados pelo nervosismo. As duas equipes defenderam muito bem. O jogo foi extremamente físico, algo pra se esperar considerando o desespero do Boston. Parecia que os Lakers tinham o talento (Kobe Bryant acertou 6 bolas de três e terminou com 33 pontos) e o Boston Celtics a raça e a vontade. “Eles conseguiram pontos com sua energia, sua dedicação, converteram pontos quando tiveram uma segunda oportunidade no ataque, ganharam a batalha no garrafão, e chegaram em todas as bolas. Foi assim que viraram o jogo,” disse Bryant. Os Celtics anotaram 54 pontos no garrafão contra apenas 34 dos Lakers. Boston conseguiu 16 rebotes ofensivos e os Lakers 8. Boston também correu mais que Los Angeles anotando 15 pontos no contra-ataque, enquanto L.A. anotou 2. “Muito do que fizemos hoje não estava no plano de jogo (scouting report). Foi a vontade e determinação e abraçamos o momento,” conta Glen Davis, que anotou 18 pontos.

Glen Davis indo pra cesta.

Mesmo vencendo a batalha física parecia obvio que os Celtics teriam que arremessar melhor de quadra pra conseguir a vitória. Nos três primeiros quartos a equipe teve um aproveitamento de perto de apenas 40% . Os Lakers estavam sufocando os titulares do Boston e Kobe estava começando a pegar fogo (foram 3 bolas de 3 no finalzinho do terceiro quarto). Ray Allen anotou apenas 8 pontos nos três primeiros quartos. Depois de marcar 10 pontos no primeiro, Paul Pierce somou dois pontos nos quartos dois e três. Kevin Garnett também não estava bem, acertando apenas 5 de 13 bolas nos três períodos iniciais. Boston precisava de mais ataque e Doc Rivers decidiu investir no banco.

Titulares dos Celtics vibrando com o trabalho do banco no quarto período.

Tony Allen, Glen Davis, Nate Robinson, Rasheed Wallace, e um titular, Ray Allen. Esse foi o grupo que venceu o jogo 4 para o Boston Celtics. “Foi a energia deles. Eu acho que em alguns momentos, isso estava faltando…Eu acho que o grupo inteiro, com o Ray, foi fantástico..” Essa turma ajudou o boston a anotar 36 pontos no último quarto. Os Celtics perdiam por dois pontos no inicio, e chegaram a abrir uma vantagem de 11 pontos no período decisivo. Glen Davis e Nate Robinson foram os protagonistas. Davis anotou 9 de seus 18 pontos no período e Robinson aproveitou seus 17 minutos em quadra pra anotar 12 pontos. “Eu me senti uma fera…Eu me senti imparável. Se um rebote estava dentro do meu alcance ou se era pra fazer uma bandeja, eu não ia ser negado,” falou Davis, mas conhecido como “Big Baby”. Tony Allen também foi chave colocando uma boa marcação no Kobe. “Eles têm uma estratégia e eles a executam muito bem. Eu me sinto bem (enfrentando a defesa do Boston). Não fiquei feliz com o jeito que cuidei da bola hoje. Fiz um péssimo trabalho neste aspecto. Mas a defesa deles é ótima,” desabafou Bryant. Os Celtics venceram o quarto período por 36 a 27 com KG, Rondo, Pierce, e Perkins ficando fora de quadra por 9 dos 12 minutos.

Allen e Bryant na batalha pela bola.

Depois do jogo, Nate Robinson e Glen Davis foram convidados pra sentar no podium e falar com a imprensa. Sorridentes e brincalhões eles lembraram uma joga chave da partida. Glen Davis conseguiu uma cesta e o pequeno Nate Robinson veio e pulou nas costas de Davis, que pesa perto de 130 quilos. “Você estava nas minhas costas,” perguntou Davis. “Você nem percebeu. Eramos como ‘Shrek’ e ‘Donkey’. Não tem como nos separar,” respondeu Robinson. Depois dessa, Davis olhou para os jornalistas e falou, “vocês não deveriam ter nos deixado subir aqui.” Um momento muito engraçado, num dia muito feliz pro torcedor dos Celtics.

Glen Davis e Nate Robinson vibrando muito.

Glen Davis e Nate Robinson vibrando muito.

A série agora está empatada e muito equilibrada. Fica difícil apontar um vencedor. Agora uma coisa é certa. Se o “Shrek” e o “Donkey” continuarem jogando bem, os Celtics estarão muito bem servidos.

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quarta-feira, 9 de junho de 2010 NBA - Basquete | 15:36

LAKERS TREINAM JÁ PENSANDO NO JOGO 4

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Os Lakers foram àquadra na manhã dessa quarta-feira já visando a partida número quatro das Finais da NBA.  Los Angeles lidera a série contra o Boston Celtics por 2 a 1.  O Treino começou as 10h30 e a mídia tem acesso a última meia hora da sessão.  Logo depois, os jornalistas vão à quadra para mais meia hora de entrevistas. Por isso, é difícil falar se o treino foi intenso ou não.  Tudo indica que foi um treino bem “light”.  Como é de costume, Kobe não treinou.  Ele não tem treinado após os jogos da pós-temporada pra descansar.  Andrew Bynum também não participou e é dúvida pro jogo dessa quinta-feira.  A ausência dele seria enorme para L.A. Segundo o técnico Phil Jackson, a equipe só vai saber da disponibilidade do atleta amanhã, antes do jogo.  Bynum vai passar por vários procedimentos hoje pra aliviar a dor que sente no joelho.  Ele disse que “vai jogar com certeza”.  Veremos.

Os últimos 30 minutos do treino foram marcados por brincadeiras, bastante conversa e um pouco de basquete.  Jogadores arremessaram algumas bolas enquanto Phil Jackon conversou pouco.  Kobe apareceu somente pra assistir e pouco encostou na bola.

Kobe e Phil Jackson pareciam bem relaxados no treino.

Peraí Pau!

Tive o prazer de conversar com o Pau Gasol depois do treino.  Ele dedicou perto de dez minutos pra conversar com a imprensa.  Gasol admitiu que Kevin Garnett (25 pontos no jogo 3) atuou muito bem e que realmente é um grande jogador.  Agora, ele também falou um pouco sobre a Copa do Mundo…um pouco.  Gasol disse que nem sabe quando começa a Copa (assim não dá né Pau!)  e que ela não será uma distração pra ele nas Finais.  Até porque, segundo Gasol, esse só é o inicio da fase de grupos e é só depois que o bixo vai pegar mesmo.  Isso é verdade!  Viva la España!

Pau Gasol falando com a imprensa depois do treino.

Lamar Odom Confiante

Lamar Odom arremessou 5 bolas contra os Celtics.  As cinco acharam a rede.  Isso depois de somar apenas 8 pontos e 10 faltas nas duas primeiras partidas.  O ala foi importante na vitória dos Lakers e acha que o grupo está muito confiante pro Jogo 5. “Sempre mantivemos a confiança.  Mesmo depois da derrota no Jogo 2.”  Odom espera uma partida dura na quinta-feira. “Vai ser uma batalha.  Respeitamos aqueles caras.  Eles são competidores, grandes jogadores.  Vai ser uma briga.”

Derek Fisher e compania jogaram muito no Jogo 3.

O Jogo número 4 das Finais acontece amanhã as 22h horário de Brasília.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 NBA - Basquete | 18:35

Astros reservas

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Diz o Yahoo Sports, dos Estados Unidos, que a lista de reservas para o All-Star Game vazou. O anúncio oficial está marcado para 22h desta quinta-feira, na tradicional transmissão da rodada dupla pela TNT.

Se o Yahoo acertou, os reservas do Oeste são Deron Williams, Chris Paul, Brandon Roy, Kevin Durant, Pau Gasol, Dirk Nowitzki e Zach Randolph.

Já os reservas do Leste são Derrick Rose, Rajon Rondo, Paul Pierce, Joe Johnson, Gerald Wallacee, Chris Bosh e Al Horford.

Portanto, nada de Nenê no time do Oeste. Vamos ver se o furo se confirmará hoje à noite.

Lembrando que os titulares do Oeste são Steve Nash, Kobe Bryant, Carmelho Anthony, Tim Duncan e Amare Stoudemire.

Os titulares do Leste são Allen Iverson, Dwyane Wade, LeBron James, Kevin Garnett e Dwight Howard.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 NBA - Basquete | 17:00

O verdadeiro tema da vitória

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Jogo nos minutos finais. Cleveland Cavaliers x Los Angeles Lakers. Placar apertado. Kobe e Lebron duelando pela vitória. Jogo parado, tempo pedido. Música rolando na Quicken Loans Arena. Pra aliviar a tensão, LeBron começa a cantar. Funcionou. O cara marcou 37 pontos e acabou com o jogo. Pensei que não fossem publicar o vídeo, mas publicaram. YouTube, claro. É sensacional. Dá pra ver na cara dele a vontade de vencer. A música ajudou.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 NBA - Basquete | 23:00

Kobe em miniatura

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NBA - Basquete | 12:12

Kobe x LeBron

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Hoje à noite, às 23h (de Brasília), acontece o segundo duelo desta temporada da NBA entre Los Angeles Lakers e Cleveland Cavaliers. Claro, o que mais importa é a disputa individual entre Kobe Bryant e LeBron James. O Cavs venceu o primeiro jogo, no dia de Natal, em Los Angeles. Agora, o confronto acontece em Cleveland.

Sempre pendi pro lado de LeBron, mas ultimamente estou dividido. King James tem mais potencial, até porque o físico privilegiado ajuda demais. É um jogador completo, faz de tudo em quadra e se relaciona bem com os companheiros de time. Mas Kobe, até este momento, tem um diferencial: faz o resto do time render mais. Ele é perfeccionista, aparece mais nos momentos decisivos e tem mais experiência. Kobe é o presente, LeBron é o futuro.

Vamos aos números da disputa entre os dois gigantes das quadras. Assim como no post anterior, o quadro comparativo é da Sporting News. Quem quiser ver o jogo precisa pagar pelo pacote de internet: US$ 89,95 (R$ 161) pelo pacote completo, US$ 12,95 (R$23) pelo mensal. Ainda há os pacotes HD, mas são bem carinhos.

nba

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sexta-feira, 19 de junho de 2009 NBA - Basquete | 13:40

Mais Kobe e LeBron

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Assumo minha ignorância no assunto. O tal vídeo publicado aqui há dois dias é parte de uma campanha da Nike chamada MVP: Most Valuable Puppets. Tem uma porção de vídeos com as duas marionetes. Peguei mais um pra publicar aqui. Achei esse o mais divertido, mas no Youtube dá pra ver todos. Aliás, minha vontade era publicar todos, mas é melhor não exagerar. Por outro lado, dá pra imaginar por que a torcida do Orlando ficou tão irritada.

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quarta-feira, 17 de junho de 2009 NBA - Basquete | 15:55

Kobe e LeBron juntos de novo

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Já vi muita gente criticar a Nike pelos inúmeros comerciais de Kobe e LeBron exibidos durante os playoffs da NBA. Muita gente ironizou a empresa por não ter conseguido unir os dois nas finais. Como se o encontro fosse positivo para a Nike e negativo para o torcedor. Bobagem. Claro, a torcida do Magic pode se sentir ofendida. Mais ninguém.

A Nike não deu bola pro falatório e colocou no ar mais um comercial. O melhor de todos, aliás. Divirtam-se.

Se alguém teve dificuldade para identificar, o LeBron é o bonequinho tomando café da manhã, ok?

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quinta-feira, 4 de junho de 2009 NBA - Basquete | 13:21

O segredo do Lakers

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Lamar Odom e Pau GasolLamar Odom (ao lado, com a camisa 7, em foto Getty Images), do Los Angeles Lakers, revelou o segredo de suas ótimas atuações nos jogos 5 e 6 das finais da Conferência Oeste contra o Denver Nuggets: se encher de guloseimas, como balas, chocolates, chicletes, pirulitos…

Pois é, não estou de brincadeira. O ala disse que é viciado nessa tranqueiras. Admitiu que chega a encher uma travessa com aquelas balinhas gelatinosas e come tudo. Às vezes, esse é o cardápio do café da manhã! Mais do que ajudar no rendimento dentro de quadra, isso faz de Odom, segundo palavras dele próprio, um tremendo paizão. “Se o seu pai sempre tem guloseimas, quanto ele é legal? É o pais mais legal do mundo! Meus filhos me acham muito legal”, disse o ala.

É claro que os médicos não recomendam uma dieta desse tipo. Um psiquiatra especializado em crianças, aliás, disse que o consumo de açúcar é igual ao consumo de drogas. Num momento, dá um upgrade no sujeita, até aumenta a disposição para atividades físicas Depois, quando o corpo “esfria”, deixa a pessoa desanimada, fraca e cansada. Isso explicaria, segundo o “doutor”, a instabilidade do jogador, que alterna grandes atuações e jogos apagadíssimos.

CandyPor via das dúvidas, porém, os companheiros de time resolveram abastecer Odom com balas, chicletes e principalmente aquele chocolate Hershey’s Cookies and Cream, seu preferido. Kobe Bryant, em especial, aprova a dieta: “Tudo que der certo é válido”. Veremos a partir de hoje à noite, no primeiro jogo das finais, entre Lakers e Orlando Magic.

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